O Amor Nao E Obvio

A psicologia cognitiva nos ensina sobre o fenômeno da confirmação seletiva . Tendemos a ver apenas aquilo que queremos ver. Se acreditamos que o amor deve ser barulhento, ignoraremos os gestos silenciosos. Se acreditamos que o amor deve ser frequente (mensagens a cada hora), desprezaremos a qualidade do tempo presente.

Desistir da exigência do óbvio é desistir da preguiça emocional. É aceitar que o amor não vem com manual de instruções. É aceitar que você pode passar a vida inteira ao lado de alguém e ainda assim, em certos dias, duvidar. E mesmo assim escolher ficar. O amor nao e obvio

O amor não óbvio é constante, mas discreto. Ele não bruxuleia porque não depende de holofotes. Ele é como a eletricidade: você não vê os elétrons, mas quando falta a energia, percebe imediatamente a falta que fazia. A psicologia cognitiva nos ensina sobre o fenômeno

Há uma beleza trágica e profunda no amor que não precisa ser anunciado. Os melhores amores são aqueles que dispensam testemunhas. Pense em dois velhos sentados num banco de praça, em silêncio, depois de 50 anos de casados. Eles não estão postando stories. Não estão se declarando. Estão apenas ali. Para qualquer observador casual, não há amor ali. Mas há. E é talvez a forma mais pura. Se acreditamos que o amor deve ser frequente